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Savannah já tem "short list" de parceiros para a mina de Boticas e procura financiamento
04/03/2024 11:05

A mineira britânica Savannah Resources, dona da mina de lítio do Barroso, em Boticas, anunciou esta segunda-feira que o processo que tem em curso para identificar parceiros estratégicos para o projeto no norte do país já entrou numa segunda fase, depois de várias empresas ao longo da cadeia de valor do lítio terem manifestado o seu interesse. Recentemente, o CEO Emanuel Proença deu conta aos investidores que as parcerias estratégicas deverão estar firmadas até abril de 2024.

Além disso, a empresa está também à procura de "fontes adicionais de financiamento público" para a exploração de lítio que quer montar em Portugal para arrancar em 2026. 

"O processo da Savannah para identificar parceiros estratégicos avançou agora para a fase dois, dentro do prazo. Foi confirmado o interesse por parte de vários grupos relevantes que operam na cadeia de valor das baterias de lítio ou têm planos para entrar nela", anunciou a empresa em comunicado, acrescentando: "Como planeado, avançamos agora com uma lista restrita de potenciais parceiros, dos quais se espera que realizem as devidas diligências adicionais nas próximas semanas, junto da administração da Savannah, bem como dos assessores do processo Barclays e Barrenjoey".

Em setembro do ano passado, a Savannah deu conta - numa entrevista ao ECO - de ter já 60 interessados em tornarem-se parceiros do projeto de Boticas.

Paralelamente a este processo de escolha de parceiros estratégicos, a Savannah deu conta de que "continua a pesquisar e a analisar fontes de financiamento público que podem estar disponíveis", o que inclui "várias soluções de financiamento do Governo português e algumas oportunidades de financiamento da União Europeia, que são aplicáveis ao projeto dado o seu foco numa matéria prima estratégica e crítica", como o lítio. 

O CEO da Savannah, Emanuel Proença, agradeceu a todos os grupos económicos que participaram no processo de manifestação de interesse para o estabelecimento de parcerias estratégicas, até novembro de 2023. "Esperamos agora continuar com aqueles que integram a "short list" que resultou deste processo e que demonstraram um interesse significativo em trabalhar com Savannah para garantir que o projeto seja desenvolvido em todo o seu potencial", explicou o responsável, ressalvando que "embora este processo continue a ser o foco principal dos esforços para comercializar o projeto, a nossa posição em termos de capital permite-nos continuar a avançar de forma prudente nos trabalhos necessários para completar o processo de licenciamento ambiental". 

A mina do Barroso recebeu luz verde condicionada por parte da APA, sendo que a Savannah espera que o licenciamento ambiental fique concluído em 2024. 

"Ao mesmo tempo, a aprovação da Lei das Matérias-Primas Críticas pelo Parlamento Europeu, no ano passado, gerou um novo foco de interesse e de desenvolvimento de projetos a nível nacional, como é o caso do nosso. Como resultado, passaram a estar disponíveis fontes adicionais de financiamento público, que a Savannah está a avaliar, para que possamos maximizar as opções de financiamento disponíveis, á medida que avançamos para a fase de pordução", explicou Emanuel Proença. 

De acordo com a Savannah, o processo de "Expression of Interest" baseia-se na procura de parceiros, sobretudo na perspetiva de  compra do minério de lítio que será produzido pela empresa em Portugal. Para isso, os candidatos tiveram de dar provas e garantir que estão interessados em ficar com uma parte da produção, o que permite então à mineira garantir novas fontes de financiamento. De acordo com a empresa, entre os candidatos há vários perfis diferente: uns com capacidade para processar lítio, outros que buscam uma parceria financeira ou estratégica. 

Savannah admite que "Operação Influencer" assustou investidores


"Reconhecemos que foi difícil enfrentar a exposição mediática na sequência da situação desencadeada em Portugal. Foi simplesmente má sorte que um primeiro-ministro se tenha demitido. Um primeiro-ministro que já tinha algumas situações a seu desfavor e que acabou por deixar o Governo. É claro, aqui, que a Savannah foi colocada num "cesto" ao qual não pertence. "Não fomos formalmente acusados de nada", disse Emanuel Proença, CEO da empresa mineira britânica Savannah Resources, dona do projeto da mina do Barroso, em Boticas.

Perante uma plateia de investidores em Londres, o gestor português que assumiu os comandos da empresa em setembro, apenas dois meses antes de "rebentar" a "Operação Influencer", admitiu em fevereiro: "O valor das ações tem andado para a frente e para trás, tem subido e descido, por causa do que aconteceu. A "Operação Influencer" assustou alguns investidores e por isso temos de reconstruir a confiança". Ainda assim, o gestor garantiu: "A nossa posição legal é forte e por isso podemos focar-nos no trabalho no terreno. Queremos manter o financiamento para podemos manter esta ofensiva no terreno e servir os atuais ‘stakeholders’".

Para provar a sua inocência, e mostrar que não tem qualquer relação com nenhum dos outros projetos mencionados na investigação, a Savannah contratou a sociedade de advogados CMS Portugal para levar a cabo uma "auditoria independente" às atividades desenvolvidas pela empresa entre 1 de janeiro de 2017 e 31 de outubro 2023. No terreno, enquanto continua a realizar "furos" para confirmar a presença de lítio, a empresa já comprou quase 100 lotes a proprietários locais.

"Tal como está dimensionada hoje, a produção de lítio da mina do Barroso terá capacidade para abastecer duas ou três fábricas de gigabaterias na Europa. Por isso, é um projeto relevante o suficiente para suprir 30 a 50% do objetivo do ato legislativo europeu sobre as matérias-primas críticas", reforçou ainda Emanuel Proença perante os investidores. Em Boticas, a empresa quer extrair minério em quantidade suficiente para ser refinado (em Portugal, preferencialmente) e ajudar a produzir mais de 500 mil baterias de carros elétricos por ano.

A Savannah prevê começar a construir o projeto da mina do Barroso em 2025, para entrar em operação em 2026. Com um orçamento inicial de 110 milhões de euros para a fase inicial do projeto (40 milhões já gastos entre 2017 e 2022), a Savannah mais do que duplicou entretanto este valor e fala agora num investimento superior a 260 milhões só para as infraestruturas e construção da mina a céu aberto. A decisão final de investimento será tomada em 2025.

No que diz respeito ao novo concurso de prospeção de lítio, a Savannah admite que "se surgirem novas oportunidades, serão avaliadas". Em setembro o Governo disse que o concurso seria "lançado nos próximos meses". Agora já avisou que terá de ficar para o próximo Executivo. Além das minas, Portugal quer ter também refinarias de lítio.

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