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Abertura dos mercados: Guerra comercial condiciona bolsas e pressiona petróleo. Juros em quedas
22/05/2019 09:20

Os mercados em números
PSI-20 desce 0,38% para os 5.103,35 pontos
Stoxx 600 ganha 0,01% para os 379,54 pontos
Nikkei valorizou 0,05% para 21.283,37 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,6 pontos base para 1,018%
Euro recua 0,07% para 1,1153 dólares
Petróleo em Londres sobe 0,11% para 72,05 dólares o barril 
 
Bolsas condicionadas pela guerra comercial
Esta manhã, as bolsas europeias estão a ser condicionadas pelo agravar das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, numa altura em que os investidores aguardam também por novidades vindas da Reserva Federal norte-americana.
 
Depois do aumento das tarifas de 10% para 25% sobre produtos chineses e da aplicação de sanções à Huawei, o governo dos EUA poderá agora avançar com nova medida que irá agravar as tensões comerciais com a China. Segundo a Bloomberg, Trump está a estudar acrescentar à lista negra do Departamento de Comércio dos EUA até cinco empresas chinesas líderes mundiais no setor da videovigilância, que ficarão impedidas de adquirir tecnologia produzida pelos norte-americanos, num movimento que serve para travar a estratégia da China para se tornar na maior exportadora mundial deste setor.
 
Os chineses, por seu lado, já estão a retaliar e há várias empresas norte-americanas com atividade na China que estão a ser alvo de contramedidas por parte de Pequim, sendo mesmo obrigadas a cortar planos de investimento ou a transferirem a atividade para outros territórios.
 
As principais praças europeias abriram, assim, a registar quebras ligeiras, seguindo agora sem uma tendência definida. O Stoxx 600, índice que reúne as maiores cotadas europeias, está a subir 0,01% para os 379,54 pontos.
 
Por cá, o PSI-20 está a cair 0,38% para os 5.103,35 pontos, penalizado pela Nos, que está a descontar o dividendo de 35 cêntimos e desvaloriza, por isso, quase 5%.
 
Euro em queda à espera de minutas da Fed
A moeda europeia continua a perder terreno face ao dólar, com os investidores a aguardarem a divulgação das últimas minutas da Fed. O euro cede 0,07% para 1,1153 dólares, com a divisa norte-americana também a servir de abrigo devido à turbulência com a guerra comercial. O índice do dólar negoceia perto de máximos de cinco meses.
 
Contudo o foco no mercado cambial está nas minutas da Fed relativas à última reunião de política monetária, que serão divulgadas esta tarde e poderão dar pistas sobre o rumo da política monetária na maior economia do mundo. O banco central norte-americano deu já sinais de que poderá cortar a taxa de juro diretora se a inflação continuar a apresentar uma evolução aquém das expectativas.
 
Juros da dívida persistem em queda
A dívida soberana europeia também está a ser beneficiada com a turbulência gerada pela guerra comercial e expectativa de manutenção de uma política monetária expansionista pelo Banco Central Europeu. Os juros das obrigações estão em mínimos históricos ou perto disso em muitos países.
 
Nas obrigações do Tesouro a "yield" dos títulos a 10 anos cede 0,6 pontos base para 1,018%, depois de ontem ter atingido um mínimo histórico muito próximo de 1%. Na dívida alemã (-1 ponto base para -0,075%) e na espanhola (-0,9 pontos base para 0,859%), as quedas são ligeiramente superiores. Portugal está hoje no mercado primário, para concretizar uma oferta de troca que visa atirar para 2026 o reembolso de uma linha de obrigações que está previsto para 2021.
 
Stocks e guerra comercial pressionam petróleo    
O petróleo é ouros dos ativos que está a ser pressionado pela guerra comercial, já que aumentam as análises que apontam para um efeito negativo no crescimento económico global. O presidente da Fed de Boston diz que a disputa comercial vai provocar uma revisão em baixa das projeções económicas e a OCDE revelou ontem estimativas mais baixas para o crescimento económico global.
 
Além disso, o American Petroleum Institute (API) revelou um aumento de 2,4 milhões de barris nos "stocks" de crude, o que aponta para uma retração no consumo e níveis adequados na oferta. O WTI em Nova Iorque desvaloriza 0,98% para 62,51 dólares e o Brent em Londres cede 0,57% para 71,77 dólares
 
Ouro pressionado pela alta do dólar
O metal precioso continua a negociar em sentido inverso à moeda norte-americana, pelo que está em terreno negativo esta quarta-feira e a transacionar perto de mínimos de duas semanas. O ouro está a recuar 0,1% para 1.273,77 dólares a onça       

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