Wall Street fecha no verde com impulso das tecnológicas. Intel sobe mais de 12% 21/09/2026 21:16:23

Um "rally" das gigantes tecnológicas levou Wall Street a registar o melhor dia desde o início de agosto. As ações subiram a par com o recuo do preço do petróleo, apostando os investidores nos esforços diplomáticos para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irão. O Brent, crude de referência na Europa, rondou os 100 dólares por barril ao longo do dia. Chegou mesmo a ser negociado abaixo desse valor.O S&P 500 subiu 1,49% para 7.764,70 pontos, o Dow Jones avançou 0,71% para 52.048,83 pontos e o Nasdaq Composite somou 2,26%, situando-se em 27.122,09 pontos. O Nasdaq 100, que reúne as 100 maiores empresas não financeiras cotadas no Nasdaq, valorizou 2,83% para 30.482,35 pontos.Em termos individuais, o dia ficou marcado pelas fortes subidas das fabricantes de semicondutores, com a Intel a disparar mais de 12% e a AMD a subir cerca de 10%. O valor de mercado da AMD chegou a rondar um bilião de dólares durante o dia, num contexto de renovado otimismo em relação às empresas de chips necessárias para alimentar o setor da inteligência artificial (IA).O entusiasmo com o setor foi alimentado, também, pela Meta, dona do Facebook, que avançou 11,34% depois de o seu novo agente de IA, Muse, ter subido rapidamente ao topo das tabelas de aplicações móveis. Segundo a Bloomberg, é um sinal de que a empresa liderada por Mark Zuckerberg está a conquistar terreno num mercado de assistentes de IA para consumidores cada vez mais concorrido.Ainda nas tecnológicas, a Google, da Alphabet, subiu 1,55% depois de anunciar os preços e as especificações técnicas dos primeiros Googlebooks, uma aposta no mercado de portáteis de gama alta, onde as funcionalidades de IA integradas se tornaram a norma.O dia ficou marcado por novidades no panorama internacional, com , à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Entretanto, os carregamentos de petróleo da Arábia Saudita observados no Golfo Pérsico dispararam durante o fim de semana."Os sinais de diplomacia podem aliviar os preços do petróleo e os receios de inflação, enquanto uma nova escalada ou perturbações nas exportações da região podem fazer subir o preço do crude, pressionar os consumidores e complicar a próxima decisão da Fed", afirmou Jay Woods, da Freedom Capital Markets, citado pela Bloomberg.Wall Street prepara-se também para a cimeira entre Trump e o Presidente da China, Xi Jinping, marcada para quinta-feira, depois de responsáveis dos dois países terem feito balanços otimistas das conversações sobre IA, comércio e investimento. "Os investidores estão à procura de notícias sobre acordos que possam reduzir tarifas ou melhorar o acesso a minerais críticos", disse Jay Woods. Um colapso das negociações poderia, pelo contrário, reavivar os receios de uma guerra comercial e a volatilidade nos mercados, acrescentou.Michael Wilson, do Morgan Stanley, deixa, no entanto, um alerta. Considera que as ações norte-americanas estão vulneráveis a novas subidas dos preços da energia e à volatilidade no mercado obrigacionista. "Se a correção nas avaliações se agravar no curto prazo, devido a um novo aperto das condições financeiras ou a preços da energia significativamente mais altos, acreditamos que o S&P 500 poderá descer até aos 7.100 pontos antes de o mercado em alta ser retomado até ao final do ano", escreveu, citado pela Bloomberg.