Digi quer entrar na bolsa de Espanha com oferta para investidores institucionais 29/06/2026 13:57:59

A Digi Spain, operadora de telecomunicações, anunciou esta segunda-feira a intenção de entrada na bolsa espanhola através de uma oferta pública dirigida a investidores institucionais, à qual a sociedade de investimento dos proprietários do Grupo Mayoral se comprometeu a aderir.De acordo com um comunicado da operadora, a oferta combinará um aumento de capital com a emissão de novas ações, num montante aproximado de 150 milhões de euros, e a venda de títulos já existentes por parte do atual acionista único, a Digi Romania, que, após a operação, manterá pelo menos 75% do capital e o controlo da multinacional.Desta forma, a empresa espera angariar 136 milhões de euros líquidos com a operação, fundos que destinará à expansão da rede de fibra e à implantação da própria rede móvel.Os fundos próprios dos acionistas da Digi estão avaliados em 1.700 milhões de euros.A entrada na bolsa conta com o apoio da Global Portfolio Investments, a sociedade de investimento da família Domínguez de la Maza (Grupo Mayoral), que assinou um compromisso vinculativo para investir 100 milhões de euros.A oferta incluirá uma opção habitual de sobrealocação de até 15% do volume da oferta inicial.Esta operação, destinada a investidores qualificados, contará com o Barclays, o UBS e o Banco Santander como coordenadores globais e com o BNP Paribas e o Citi como colocadores seniores.O BBVA, o Caixabank e o ING completam o consórcio bancário e de seguros, enquanto a Rothschild & Co figura como consultora financeira.A empresa já tinha anunciado, em 19 de novembro de 2025, que estava a analisar a possibilidade de abrir o capital de uma parte da filial espanhola, mas sem perder o controlo do negócio.Em abril, decidiu adiar a entrada em bolsa da filial em Espanha devido à "instabilidade" do mercado, apesar da resposta "muito positiva" recebida dos investidores nas negociações preliminares.A decisão da Digi de adiar a entrada na bolsa surgiu num momento de elevada volatilidade nos mercados devido à guerra no Irão, na sequência dos ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos da América (EUA) e por Israel, e ao impacto que o conflito está a ter nos preços do petróleo e no bloqueio do estreito de Ormuz.