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Trump dá mais três meses a empresas para negociarem com Huawei 21/05/2019 07:44:00

O governo dos Estados Unidos concedeu às empresas norte-americanas um período de três meses para continuarem a negociar com a Huawei, adiando até agosto a proibição de exportações de tecnologia para a gigante chinesa. O anúncio foi feito, na segunda-feira, pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que justifica que, desta forma, a Huawei e as suas parceiras norte-americanas terão tempo para "manter as redes e equipamentos existentes e em pleno funcionamento, inclusive as atualizações de software".O anúncio surge depois de a administração Trump ter proibido a Huawei de vender equipamentos nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que impediu a empresa chinesa de comprar componentes a fornecedores sediados neste país. A Huawei entrou, assim, na lista negra do Departamento do Comércio, que obriga as empresas norte-americanas a obter uma licença especial para que possam vender produtos à tecnológica chinesa.Após esta decisão executiva, empresas como a Google, a Intel ou a Qualcomm anunciaram de imediato que iriam cortar o fornecimento de software e de componentes fundamentais para a Huawei, colocando em causa a capacidade da empresa de fabricar os seus produtos.Com a extensão do prazo agora concedida, as empresas ganham tempo para encontrar alternativas. "A licença temporária concede tempo aos operadores para estabelecerem novos acordos, bem como espaço ao Departamento de Comércio para determinar medidas de longo prazo para as operadoras norte-americanas e estrangeiras que, atualmente, dependem da Huawei para serviços fundamentais", indica o comunicado do governo norte-americano, assinado pelo secretário de Estado do Comércio, Wilbur Ross.A Huawei, por seu lado, desvaloriza esta licença temporária, que diz não ter grandes efeitos. "Não vamos excluir facilmente 'chips' dos EUA... Mas, se houver falta de material, temos um plano de reserva", afirmou Ren Zhengfei, fundador da Huawei, em entrevista aos meios de comunicação estatais chineses. "As práticas atuais dos políticos norte-americanos subestimam a nossa força", acrescentou.

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