Apesar dos preços do petróleo estarem praticamente inalterados esta segunda-feira, ainda com muita incerteza sobre o que irá acontecer e se é, de facto, possível aumentar de forma significativa a produção na Venezuela, com as cotadas petrolíferas norte-americanas a história é outra. No pré-mercado do lado de lá do Atlântico, cotadas como a ExxonMobil, Chevron, Occidental Petroleum e ConocoPhillips valorizam de forma significativa antes da abertura da sessão.A Chevron é uma das melhor posicionadas para capitalizar da exploração petrolífera no país da América Latina, uma vez que já lá opera através de uma licença especial concedida pela atual administração norte-americana, e soma 7,45% no "pre-market", enquanto a Exxon avança 4,35% e a Halliburton e a SLB, que prestam apoio às empresas do setor, nomeadamente de extração, ganham mais de 10%. Outras empresas de refinação como a Phillips 66, Marathon Petroleum, Valero Energy e PBF Energy sobem entre 1% e 16%.As movimentações assentam na perspetiva dos investidores de que a decisão dos Estados Unidos de mudar a liderança venezuelana possa permitir às empresas norte-americanas aumentar, ou iniciar, a exploração petrolífera no país que tem a maior reserva mundial conhecida, embora produza menos de 1% do crude mundial. Outras cotadas europeias, que o Wall Street Journal indica operarem na Venezuela, como a Repsol e a Eni ganham em torno de 2%."Vamos fazer com que as nossas grandes empresas petrolíferas americanas, as maiores do mundo, entrem, gastem milhares de milhões de dólares, reparem as infraestruturas petrolíferas gravemente danificadas e comecem a gerar receitas para o país", foi o que disse o Presidente dos EUA, Donald Trump, no sábado.O petróleo venezuelano é pesado e ácido, com alto teor de enxofre, tornando-o adequado para a produção de "diesel" e combustíveis mais pesados e alinha com a configuração das refinarias da Costa do Golfo dos EUA. Os analistas têm-se mostrado cautelosos, tendo em conta o ambiente político altamente incerto no país, que poderá afastar grandes investimentos. Ainda assim, tendo em conta a política empresarial de Trump o analista Jacob Funk Kirkegaard, da 22V Research, diz à CNBC que "é possível que as empresas petrolíferas americanas se comprometam a fazê-lo [investir na Venezuela], tendo em conta outros possíveis benefícios (ou prejuízos) económicos que a administração Trump possa conceder ao setor noutros locais, em troca do apoio à estratégia do presidente em relação" ao país.
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