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Peso do endividamento da economia cai no segundo trimestre para mínimo de 2010
22/08/2019 10:57

O endividamento da economia (Estado, empresas públicas e privadas e famílias, à exceção do setor financeiro) baixou de 357,6% do PIB no primeiro trimestre para 355,2% do PIB no segundo trimestre, atingindo um mínimo de 2010. Os dados foram divulgados esta quinta-feira, 22 de agosto, pelo Banco de Portugal."No final do primeiro semestre de 2019, o endividamento do setor não financeiro situava-se em 730,0 mil milhões de euros, dos quais 328,9 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 401,1 mil milhões de euros ao setor privado", revela o banco central, especificando que neste destaque já estão incorporados os valores revistos de dívida pública fruto de uma alteração metodológica a nível europeu. Face ao final de 2018, o endividamento da economia engordou 8,6 mil milhões de euros. "Este aumento resultou do incremento de 7,2 mil milhões de euros no endividamento do setor público e de 1,5 mil milhões de euros no endividamento do setor privado", explica o Banco de Portugal.No setor público, o endividamento subiu principalmente devido às administrações públicas (Estado) e ao setor não residente, enquanto o setor financeiro público diminuiu o seu endividamento.No setor privado, o acréscimo de dívida deve-se ao endividamento das empresas, "o qual refletiu o aumento do financiamento face ao setor financeiro e ao exterior".Contudo, o PIB cresceu mais do que o endividamento pelo que o rácio diminuiu face ao primeiro trimestre e ao quarto trimestre de 2018. Ao atingir os 355,2%, o rácio do endividamento no PIB do segundo trimestre torna-se o mais baixo desde o primeiro trimestre de 2010, altura em que o rácio estava nos 350,9%.(Notícia em atualização)

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