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Fecho dos mercados: Bolsas aplaudem tréguas com novos máximos. Juros portugueses já estão nos 0,4%
01/07/2019 17:27

Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,99% para 5.188,39 pontos 
Stoxx 600 ganhou 0,78% para 387,87 pontos
S&P500 avança 0,71% para 2.962,70 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 6,5 pontos base para 0,404%
Euro cai 0,60% para 1,1305 dólares
Petróleo em Londres soma 0,53% para 65,08 dólares o barril
Bolsas europeias aplaudem tréguas comerciais com subidas de quase 1%
As bolsas mundiais arrancaram o mês de julho em alta, a refletir o otimismo dos investidores com as tréguas alcançadas este fim de semana entre os Estados Unidos e a China, à margem da cimeira do G-20, e que abrem caminho a um possível acordo comercial entre os dois países.
Após uma reunião com o presidente chinês Xi Jinping, no sábado, Donald Trump anunciou que decidiu suspender por tempo indeterminado a imposição de mais tarifas sobre as importações chinesas e que a Huawei poderá continuar a fazer alguns negócios com as empresas norte-americanas.
Ainda que não se conheçam mais detalhes sobre o entendimento entre os Estados Unidos e a China, os dois países acordaram retomar as negociações com vista ao fim da guerra comercial, o que foi suficiente para animar os mercados.
Os principais índices asiáticos subiram mais de 2%, as praças europeias fecharam o dia a somar quase 1% e o norte-americano S&P500 atingiu um novo máximo histórico.
Vários índices europeus, como o Footsie e o DAX tocaram no valor mais alto em quase um ano, ao passo que outros, como o índice grego, negociaram no patamar mais elevado desde o início do ano passado.
Animado sobretudo pelo setor da tecnologia e do petróleo e gás – devido à forte subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais – o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, somou 0,78% para 387,87 pontos.
Na bolsa nacional, o PSI-20 valorizou 0,99% para 5.188,39 pontos, muito à conta do desempenho do BCP, que subiu 1,18% para 0,2751 euros, beneficiando com uma nota de "research" favorável do JPMorgan. As ações atingiram máximos de junho do ano passado, depois deste banco de investimento ter elevado o preço-alvo das ações da instituição liderada por Miguel Maya em 20% para 0,33 euros.
Juros portugueses próximos de quebrar a barreira dos 0,4%
Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos atingiram um novo mínimo histórico na sessão desta segunda-feira, estando já muito próximos de baixar a barreira dos 0,4%. Numa sessão de alívio generalizado na Europa, a yield associada às obrigações portuguesas caiu 6,5 pontos base para 0,404%.
Contudo, as descidas foram bem mais acentuadas em Itália, com os juros a dez anos a afundarem 13,3 pontos base para 1,963%, quebrando assim a fasquia dos 2% pela primeira vez desde maio do ano passado.
As obrigações italianas estão a beneficiar não só da promessa de mais estímulos por parte do Banco Central Europeu como da crescente expectativa de que o país vai conseguir evitar as sanções de Bruxelas por causa do seu nível elevado de dívida. Essa expectativa foi reforçada no fim de semana, quando o ministro das Finanças de Itália Giovanni Tria declarou, na cimeira do G-20, que iria reformulara proposta orçamental e reenviá-la para-a Comissão Europeia esta segunda-feira.
Na Alemanha os juros a dez anos desceram 2,8 pontos base para -0,360%.
Dólar sobe após tréguas comerciais. Bitcoin afunda
O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais sobe cerca de 0,5% para o valor mais alto em mais de uma semana, depois de os Estados Unidos e a China terem acordado retomar as negociações comerciais.
A beneficiar a "nota verde" está ainda o PMI para a indústria do mês de junho, que apesar de ter caído para o nível mais baixo desde outubro de 2016, foi melhor do que o esperado pelos analistas.
Em destaque na sessão está ainda a Bitcoin que afunda quase 18%, depois de ter concluído na sexta-feira, o quinto mês consecutivo de fortes ganhos. Nesta altura, a maior moeda digital do mundo cai 17,95% para10.020,30 dólares.
Petróleo sobe após acordo da OPEP para estender cortes
O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, a reagir ao acordo da OPEP para prolongar os cortes na produção até ao final do primeiro trimestre do próximo ano.
O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,79% para 58,93 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, valoriza 0,53% para 65,08 dólares. Em ambos os casos os ganhos chegaram a superar os 2% durante a sessão.
Tal como era esperado, os membros do cartel, que estão reunidos em Viena, chegaram a um acordo para prolongar os cortes na oferta por mais nove meses, um acordo que será ratificado amanhã pelos produtores que não pertencem ao cartel, mas compõem a chamada OPEP+, como é o caso da Rússia. Vladimir Putin já havia anunciado ontem um entendimento com a Arábia Saudita para manter as restrições na oferta, deixando poucas dúvidas sobre o veredicto da reunião desta segunda-feira.  
Os cortes foram introduzidos pela primeira vez em 2017 e determinaram a redução da produção em 1,2 milhões de barris por dia, sendo 800 mil da responsabilidade da OPEP e os restantes 400 mil dos países aliados.
Ouro com maior queda em mais de um ano
O ouro registou esta segunda-feira a maior queda em mais de um ano, com os investidores a privilegiarem ativos de maio risco em detrimento de valores seguros como o metal amarelo, depois de os Estados Unidos e a China terem alcançado uma trégua.
Contrariando a evolução da moeda norte-americana, o ouro cai 1,32% para 1.390,41 dólares.

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