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Fecho dos mercados: Europa recupera o fôlego. Petróleo tem a maior queda semanal desde janeiro
24/05/2019 17:35

Os mercados em números
PSI-20 valorizou 0,78% para os 5.097,28 pontos
Stoxx 600 subiu 1,56% para os 375,89 pontos
S&P500 avança 0,21% para os 2828,22 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos desceram 3,9 pontos base para os 0,971%Euro valoriza 0,25% para os 1,1209 dólares
Petróleo em Londres desce 0,34% para os 67,53 dólares
 
Bolsas europeias mostram alívio
O dia foi de recuperação para as bolsas europeias, com as principais praças a fecharem no verde. O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, valorizou 1,56% para os 375,89 pontos. Um desempenho dentro do qual se destacaram as cotadas de matérias-primas e as utilities.
 
O alívio verifica-se no dia em que a primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou a respetiva demissão dado o fracasso nas negociações do Brexit. A ministra demissionária abandona o cargo a 7 de junho, abrindo a porta à sua sucessão. 
 
As ações exibem a recuperação também numa altura em que a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China – a situação que tem marcado o dia-a-dia dos mercados – parece mais perto de um desfecho. "Penso que as coisas com a China vão acontecer rapidamente, porque não consigo imaginar que possam estar satisfeitos com a saída de milhares de empresas do seu país para outros lugares", afirmou Donald Trump, esta sexta-feira, 24 de maio.
 
Este conflito tem como mais recente desenvolvimento a hipótese, levantada por Donald Trump, de as restrições relativas à Huawei serem discutidas no âmbito do acordo comercial com Pequim. Isto, depois de a Casa Branca ter incluído a Huawei na "lista negra" dos Estados Unidos e ter mais tarde concedido um adiamento das restrições sobre a empresa chinesa por três meses. Paralelamente, contudo, foram apontadas outras cinco empresas chinesas que podem vir a ser alvo de sanções semelhantes.
 
O português PSI-20 alinhou na tendência europeia e valorizou 0,78% para os 5.097,28 pontos, desempenho impulsionado em grande parte pelo avanço dos títulos da EDP, a qual somou mais de 2%.
Juros de Itália caem mais de 8 pontos baseItália viu os juros descerem 8,5 pontos base para os 2,551% depois de o vice-primeiro-ministro transalpino e líder da Liga, Matteo Salvini, ter afirmado que depois das eleições europeias de domingo pretende conversar com os líderes de França e da Alemanha sobre as prioridades orçamentais do governo italiano.
Já os juros da dívida portuguesa a 10 anos fecharam com uma quebra de 3,9 pontos base para os 0,971%, marcando a quarta sessão consecutiva de descidas e a primeira vez que os juros para esta maturidade fecham abaixo da fasquia de 1% - embora já a tivessem quebrado na última sessão. 
 
Libra recupera de 14 sessões de queda
A moeda britânica soma uns ligeiros 0,03% para os 1,1323 euros, conseguindo ascender ao terreno positivo pela primeira vez em 14 sessões. Isto, num dia em que a libra chegou a descer a um mínimo de 21 de janeiro, na sequência de uma queda de 0,19 para os 1,1299 euros.
 
Já a moeda única europeia segue a valorizar 0,25% para os 1,1209 dólares.
 
Petróleo tem pior semana do ano
O barril de petróleo em Londres segue em queda pela terceira sessão consecutiva, depois de na última sessão ter afundado quase 6%. Esta sexta-feira o recuo é de pouco mais de 0,30%, resultando numa perda de 6,43% para os 67,57 dólares no acumulado da semana. Esta afirma-se, desta forma, com o registo mais negativo desde janeiro.
 
A pesar nas cotações da matéria-prima está a disputa comercial sino-americana, a qual aumenta os receios de redução da procura. A avolumar as preocupações dos investidores está o aumento inesperado dos stocks dos Estados Unidos, revelado esta quinta-feira, 23 de maio.
 
Cobre quebra pela sexta semana
O cobre está a deslizar 1,2% para os 5.891 dólares por tonelada no acumular da semana, uma tendência que a manter-se ditará a sexta semana consecutiva de perdas para o metal laranja – o maior ciclo de quedas semanais desde julho de 2018.A abalar as cotações estão os receios dos investidores de que exista uma diminuição da procura na sequência de um abrandamento da economia mundial, algo que deverá ocorrer em consequência do escalar da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

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