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Trabalhador da Huawei detido na Polónia por suspeitas de espionagem
11-01-2019 15:56

Um funcionário da Huawei, de nacionalidade chinesa, foi detido na Polónia por suspeitas de espionagem. Um outro cidadão polaco também foi preso pelos mesmos motivos, avança a Reuters esta sexta-feira, 11 de janeiro.
 
Os dois indivíduos vão ficar detidos durante três meses. Contudo, e segundo o porta-voz dos serviços de segurança da Polónia, o caso não está relacionado diretamente com a Huawei Technologies.
 
"Esta questão está relacionada com ações individuais. Não está relacionada com a empresa para a qual trabalha", afirmou Stanislaw Zaryn, referindo-se ao funcionário da fabricante.
 
Da parte da Huawei, a empresa diz apenas que está a acompanhar a situação, mas não quis comentar. "A Huawei cumpre as leis nos países onde opera e pedimos a cada funcionário que cumpra as regras nos países onde trabalham", disse a fabricante.  Quanto ao outro cidadão, de nacionalidade polaca, a televisão local avança que este chegou a integrar os serviços de segurança da Polónia. Atualmente, trabalhava na telecom Orange Polska, cujos escritórios foram alvo de buscas. 
 
Estas acusações são feitas numa altura em que a empresa chinesa enfrenta um forte escrutínio no Ocidente devido à sua relação com o governo chinês e alegações de que o equipamento que produz é usado por Pequim para espionagem. Acusações que a Huawei tem vindo a negar.
 
Além do Reino Unido, também a Austrália e a Nova Zelândia decidiram afastar a Huawei das infraestruturas de telecomunicações dos respetivos países. A Austrália decidiu barrar a cooperação, alegando "motivos de segurança nacional". Seguiu-se a Nova Zelândia, citando as mesmas razões. Nos EUA, foram as gigantes de telecomunicações AT&T e Verizon Communications a quebrar os acordos que tinham para distribuir smartphones da Huawei no ano passado.
Da parte do governo norte-americano foi assinado um despacho que proíbe o uso da tecnologia da Huawei e da ZTE pelo governo. Esta decisão veio acompanhada de uma recomendação do FBI, CIA e NSA aos cidadãos norte-americanos para que também eles rejeitassem a utilização de equipamentos da Huawei. 

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