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Londres admite impor imposto para trabalhadores qualificados de outros países europeus
11/01/2017 18:51

O Governo britânico está a considerar seriamente estabelecer um imposto no valor de mil libras (mais de 1.148 euros no câmbio actual) anualmente por cada trabalhador qualificado da União Europeia (UE) que seja recrutado por empresas britânicas após a saída do Reino Unido do bloco europeu, de acordo com o The Guardian, que cita o ministro da imigração.
O ministro do Interior, Robert Goodwill, disse aos seus pares que "um imposto sobre as qualificações dos imigrantes" pode ser introduzido para os migrantes da UE e seria "útil para os trabalhadores [britânicos] que sentem que são negligenciados" em favor dos migrantes.
O ministro com a pasta da Imigração disse também aos seus pares que o resultado do referendo (em que os partidários da saída do país do bloco europeu venceram) mostra que para os eleitores britânicos não foi feito o suficiente para assegurar que as "qualificações estão disponíveis para as nossas pessoas" e que as empresas têm confiado muito nos imigrantes.
O jornal inglês escreve ainda que o ministro com a pasta da Imigração deu a indicação que um regime para trabalhadores agrícolas pode ser introduzido após o Brexit. No âmbito deste regime, milhares de pessoas poderiam trabalhar no Reino Unido em funções que exigem poucas competências durante um período inferior a seis meses.
Goodwill adiantou também que um imposto sobre a aprendizagem (apprenticeship levy) vai ser introduzido este ano para dar início ao objectivo do Governo de treinar mais de três milhões de pessoas antes das eleições de 2020.
"Em Abril deste ano vamos introduzir a cobrança pelas competências dos imigrantes a trabalhadores qualificados que não pertençam ao Espaço Económico Europeu. Se quiser recrutar um programador indiano no âmbito de um contrato de quatro anos, além dos encargos com o visto e com o teste para acesso ao mercado de trabalho [resident labour market test] vai haver uma taxa de mil libras por ano", afirmou.
No Reino Unido é preciso uma licença para empregar alguém que não pertença ao Espaço Económico Europeu nem à Suíça.

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